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A Rádio que toca diversidades

A cidade-festivais

02 AGO 2018
02 de Agosto de 2018

O Gama nasceu como uma cidade-estado. Sua forma de colmeia é refletida à maneira da organização de suas bandas e junto nascimento ou boom punk rock no DF, a banda ARD (After Radioctive Destruction) já fazia miséria no cenário nacional à época das bandas da auto conclamada Capital do Rock. Hoje pode ser banal uma satélite trazer grandes bandas para o seu público, mas entre as décadas de 1980 e 90 já tocaram Aborto Elétrico, Capital Inicial, Cólera, Dorsal Atlântico, entre tantas outras. 
Apagões nos shows a parte, o cenário fértil para bandas nunca parou, pois sempre houve os seus festivais. Talvez os seus templos do rock sucumbiram ao tempo, mas a disposição da galera não. E hoje os tempos são outros, em tempos de internet a produção musical se relaciona e se influencia por parceiros de quaisquer recantos. Logo o terreno continua fértil para proliferação de novos projetos musicais. 
Entretanto a intenção de citar estes três medalhões oitentista no início do artigo é que o Gama sempre teve os seus festivais com bandas locais e de fora na sua história dentro do rock and roll. Para melhor contar essa história vamos a cronologia do tempo para apresentar o cenário e vocação dessa cidade no fomento da cena independente. 1986 foi o ano emblemático com a primeira edição do Festival Rock Cerrado, quando várias bandas reuniram mais de 2 mil pessoas na área entre as quadras dois e oito do Setor Sul, terreno baldio consagrado pelo rock e ocupado por uma igreja anos mais tarde. Antes dos cânticos e orações, o local era conhecido como “O Social”, onde a juventude gamense e do Entorno Sul se divertia. O Festival correu até o ano de 1992, sendo ressuscitado nas edições de 2007, 2012 e 2014.
Ainda nos anos noventa, houve os festivais “Rock Rock Rocha” (1995?????????????) e o “Doze Horas de Rock” em 1996. Em 1999 aconteceu uma coisa gozada, a molecada local se organizou e lançou o “União de bandas por um minuto de Rock”, no Ginásio do Gama, em 1999. “A gente não tinha espaço para tocar nos eventos porque todo mundo era moleque com suas bandas iniciantes”, refresca-nos a memória Marcos Alexandre, um dos idealizadores do projeto. 
Saudoso ele lembra que quem abriu o evento foi um show de voz e violão do Carlos Maltz do Engenheiro do Havaí. “Na época ele queria apresentar novas experimentações místicas dele e tínhamos medo que as coisas podiam sair do controle e pedimos a ele para não anunciar sua presença no festival”, disse Marcos. Nas palavras de Marcos, o evento foi tão bom que até em sua primeira edição veio um baú lotado de Brazlândia e estavam tão empolgados que nem tiraram uma foto com o engenheiro do Havaí. 
Após este primeiro evento, a molecada tomou gosto pela coisa e o evento virou uma cooperativa de bandas chamada “UB1R” que durou seis meses e começou a fazer uma série de shows pelo Gama e avançou nas fronteiras Gamenses tocando inclusive no Círculo Operário do Cruzeiro e no extinto Zona Z, no Setor de Garagens Norte. 
Depois disso, Marcos anda montou um programa de rádio pirata na Super Jovem Fm cuja frequência ia até Luziânia (GO) e depois para a rádio comunidade com um programa de um ano. 
Geração do milênio
O movimento de bandas independentes continuou acontecendo, com destaque para o Festival Horda Caos em 2006 até que o movimento foi morrendo até 2009. E ocorreu um apagão na cidade de 2010 a 14. E neste ano a cena vem ressurgindo com eventos como Juno Festival, Fita Demo, Encontro Sonoro que continua apresentando as bandas independentes da cidade, além dos eventos no Bar do Hélio e no extinto Blood Brothers. 
É sobre o movimento de bandas autorais que Marcos Alexandre milita. Ele se acautela para falar das bandas covers, sem tirar os méritos delas, mas somente dando força para a produção local que nascem grandes bandas. E faz um balanço desde os anos 1980 até agora dos poucos espaços que dão lugar a música autoral no DF e diz que o Plano Piloto está bem atrás das satélites porque a renovação não está mais vindo do centro. “Na época que só quem sabia das novidades do mundo eram quem tinha grana para viajar pra fora e trazer discos e revistas. Agora com a internet isso já era!”, disparou.

Templos Sagrados do Rock and Roll no Gama (carece de fotos, de preferência da época e atual)
O Social - entre as quadras dois e oito do Setor Sul, um terreno baldio que era consagrado pelo rock e ocupado por uma igreja anos mais tarde. 
Teatro de Bolso do Galpãozinho – boom no meio dos 80 até 2005
Praça do Cine Itapoã sempre foi o local morreu agora de 2010 – esta inutilizado w hoje está totalmente abandonado depredado lá dentro instalações destruídas parado desde 2008 ou 09, mas em sua área externa ainda ocorrem shows vez ou outra. 
Praça dos Artistas – atrás da administração da cidades na década de XXXX houve vários shows hoje diminuiu por conta dos prédios reclamando do barulho rolou um silêncio total de 2012 até 2015.

 

Texto por Pedro Wolf.

Edição Laura Machado.

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